SÃO CRISTÓVÃO:MULHER PASSA 4 HORAS EM AMBULÂNCIA E FICA SEM ATENDIMENTO

Na tarde desta quinta-feira (04) uma senhora residente no povoado Pedreiras, no município de São Cristóvão, passou quatro horas dentro de uma ambulância do Samu e foi obrigada a retornar para sua residência sem atendimento.

As informações são de que foi solicitada uma viatura do SAMU às 16:00h e a ambulância que chegou com atraso, teria sido enviada uma viatura Básica, onde após avaliação e conversa telefônica com uma médica, foi informado que uma viatura Avançada U.T.I com equipe completa iria atender a ocorrência.

A ambulância do Samu saiu em direção a Aracaju para encontrar a outra equipe, quando foi informado que a viatura quebrou na entrada do Conjunto Eduardo Gomes.

Na entrada do Eduardo Gomes, o médico fez o eletrocardiograma na senhora que faz uso de marca passo e já passou por três cirurgias cardíacas, além de estar aguardando o transplante na fila.

O médico que fez o atendimento informou à filha que sua mãe estava com água no pulmão, o fígado aumentado de tamanho com dificuldade de respirar e precisava de um atendimento especializado mas, no momento ela não tinha tido um infarto naquele momento.

O caso foi comunicado para uma médica do Samu e em seguida ela foi levada para o Huse, e antes de chegar ao hospital, a médica ligou para enfermeira que estava com a paciente e pediu para aguardar o médico do Huse, já que segundo ela, não tinha vaga não podia receber minha a doente.

A partir dai a filha explica que “fomos para porta do hospital e ficamos lá aguardando a enfermeira entrou e tentou falar com os médicos mesmo assim minha mãe não entrou porque ele disse que ela precisava de estabilização e não podia ficar com ela na Azul”, contou a filha.

Ainda segundo a filha da paciente, “depois de muito esperar, a médica do SAMU ligou dizendo para levar minha mãe para o hospital São Cristóvão, onde já estivemos lá ontem a noite e nada foi feito” contou a filha explicando que “já tentei vaga no zona sul, zona norte, no hospital de Socorro, no Huse e no hospital de São Cristóvão e todos negaram a vaga”, desabafa.

As informações são de que a chefe de regulação do Samu não teria auxiliado na tentativa de encontrar uma vaga e ainda orientou para que levassem para o hospital de São Cristóvão, onde ela já havia estado e estava com vaga zero.

“Somos pobres por isso aconteceu isso, se não tinham arrumado vaga no hospital Cirurgia que é onde minha mãe deveria ter ido. Não entendo como pode uma coisa dessas. Ficamos dentro da viatura do SAMU de 17:15h até 21:00h rodando para um lado e outro e minha mãe com dores no peito, respirando com dificuldades, vomitando sem parar dentro da viatura do SAMU, com uma Enfermeira e o motorista, sem médico”, reclamou L. O. S. a filha da paciente e questionou: “minha mãe vai morrer assim? Sem assistência adequada?”.

Munir Darrage

FONTE: FAX AJU

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