Operários desempregados fecham a Fafen e exigem: precisamos trabalhar

Na quinta, 18, o SOS Emprego, com o apoio da CSP-Conlutas e do Sindipetro AL/SE, realizou um protesto na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenado da Petrobras, Fafen Sergipe, com mais de 300 trabalhadores desempregados, de dez municípios (Laranjeiras, Maruim, Santo Amaro, Rosário, Riachuelo, Carmópolis, Siriri, Aracaju, Barra dos Coqueiros e Socorro). O movimento exige da Petrobras a prioridade da contratação da mão de obra local nos contratos da empresa. Através de uma luta forte e organizada os trabalhadores conseguiram forçar uma negociação com a Petrobras. Da reunião, participaram seis representantes do SOS Emprego, mais dois diretores do Sindipetro AL/SE, onde estava presente o gerente geral da Fafen, Alexandre Coelho, mais três representantes da Petrobras. Eles assumiram o compromisso de fazer a fiscalização da contratação da mão de obra, para garantir a contratação de 70% de trabalhadores sergipanos. Para isso, vai exigir junto aos currículos uma cópia do título de eleitor, com pelo menos dois anos, mais comprovante de residência. “Se não tivesse esse movimento hoje os trabalhadores não seriam contemplados no contrato, pois o Sindmont, sindicato da Força Sindical, havia fechado acordo com as empresas para garantir a contratação de 50% da mão de obra do estado”, declara Barriga, da Coordenação Geral do SOS Emprego e da Barra dos Coqueiros. O movimento também tem cobrado da empresa a retomada dos investimentos nas áreas da Petrobras e a recuperação dos contratos que foram encerrados ou diminuíram de forma absurda o número de trabalhadores contratados. Estão criando um exército de desempregados, descartando o trabalhador, da mesma forma que descartam mercadoria. Assim, os trabalhadores que continuam no mercado são mais explorados e põem em risco sua saúde e sua vida, com uma sobrecarga maior de trabalho e um acúmulo de funções. Tudo isso para garantir que as empresas continuem aumentando seus lucros.

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