Futebol Brasileiro: Um dia voltará ao povo

“Papai, o que é alambrado?” Cada dia que passa nessa pergunta vai se tornando frequente para tristeza dos amantes do futebol a moda antiga.
Quando um dia poderíamos imaginar que a festa iria ocorrer nos aeroportos e não nos estádios, mas infelizmente nos tempos moderno do amado esporte é realidade.
As “arenas” trouxeram ao futebol brasileiro o toque de requinte, novos modelos de gestão, novas receitas ao clubes, transformando os torcedores em clientes e afastando as camadas mais populares da sociedade brasileira.
Triste fato é o nascer de uma nova geração de torcedores onde Barcelona x Real Madrid ou Bayern de Munique x Borussia Dortmund está cada vez mais importante do que um Grenal ou Fla-Flu.
Ingresso caro + Torcedores de clubes do exterior crescendo + maus administradores = Fim? Será que vamos viver a extinção dos clubes de massa? Se tornando mais frequente clube/empresa arrastando multidões? Triste final para o desporto do povo que continua fazendo a festa, mas em lugares inadequados.
Ah! Saudades de gritas os inúmeros gols de Romário, ver aqueles carrinhos com elegância de Gamarra, alguns milagres de “São” Marcos, os dribles desconcertantes de Denner e os falastrões produzidos em grande escalada que resolvia dentro das quatro linhas e não vinha uma caneta do além para alterar o resultado obtido em campo.
Futebol, o que fizeram com você em terras tupiniquins? Te trouxeram ao Século XXl com todo garbo e elegância, mas se esqueceram de quem te sempre amou: POVO.
Certa vez, Millor Fernandes, um dos grandes escritores de sua geração, deferiu a seguinte frase: “O futebol é ópio do povo” de certa forma foi divertimento para todos, sem exceção, onde o patrão abraçava o empregado e a desigualdade sumia durante noventa minutos.
Aos “nobres” dirigentes e autoridades que estão a frente do comando das entidades responsáveis somente um pedido: CUIDEM MELHOR DAS QUATRO LINHAS OU SE NÃO, POR FAVOR, DEVOLVAM O FUTEBOL AO POVÃO.

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