Clóvis Barbosa é o “Trump do TCE” onde se isola cada vez mais

Por Habacuque Villacorte

Talvez o presidente norte-americano, Donald Trump esteja certo em suas convicções e, num futuro próximo, a sociedade global reconhecerá sua coragem, seu bairrismo e até sua personalidade. Talvez a estratégia seja efetiva, resulte em êxitos e, quem sabe, após uma série de estremecimentos, a política internacional dos Estados Unidos fique ainda mais fortalecida e sólida. É ainda provável que a economia americana reaja bem às mudanças, às decisões polêmicas, mas tudo ainda é muito incerto, muito prematuro, para que cheguemos a alguma conclusão.
Donald Trump se diferencia dos antecessores, sobretudo, porque parece não seguir os “padrões”, tem estilo próprio e cria bastante antipatia porque transmite arrogância e porque ouve a terceiros, governa ao seu estilo, ao seu modelo. Doa a quem doer! Não demonstra qualquer lamentação ou remorso. Deixou o mundo perplexo, mas mesmo que indiretamente, afasta os Estados Unidos de aliados históricos como a França, a Alemanha, além de incomodar Israel. O mundo está “fervendo”, mas, aparentemente, menos a cabeça do presidente americano.
Cada vez mais isolado, Trump terá que apostar no apoio do povo de seu País para continuar governando com austeridade e soberania. Respeitadas as devias proporções, mas com o mesmo grau de “espanto”, se o Globo terrestre foi surpreendido com o novo presidente americano, pode-se dizer o mesmo com a sociedade sergipana, abismada com o presidente do Tribunal de Contas do Estado, Clóvis Barbosa. Prega-se aí a velha teoria de que “para conhecer um homem, basta enchê-lo de Poder”. Assim como Trump, Clóvis “governa o TCE” ao seu estilo, sem ouvir ninguém, um tanto autoritário e perdendo cada vez mais apoios importantes.
Clóvis e Trump têm o direito de decidirem não baixar a cabeça para ninguém, mas existem regrinhas de convivência social, em grupo, que devem ser exaltadas e seguidas, jamais desprezadas. Em pouco mais de um ano na presidência do TCE, Barbosa desafiou prefeitos e o governador, publicamente; pressionou e apertou gestores do interior; “cornetou” decisões de Câmaras de Vereadores e da Assembleia Legislativa e até do Poder Judiciário; sem contar que em tão pouco tempo, conseguiu se indispor com vários “colegas de toga”, como Ulices Andrade, Luiz Augusto Ribeiro e agora com Susana Azevedo.
Estabeleceu um clima péssimo dentro do TCE para o restante do ano. Vai entregar o comando da Corte no final de 2017 e não deixará saudades. Após uma discussão desnecessária e apelativa com o também conselheiro “Pupinha Ribeiro”, abriu uma “frente” para impedir que Ulices Andrade seja seu sucessor no Tribunal. Agora, mais recente, foi completamente deselegante com Susana Azevedo, em uma entrevista, a acusou pelos quatro cantos de Sergipe, taxando-a de “fofoqueira” e que “paga um bom salário ao assessor para fazer fofocas junto à imprensa do TCE”.
Uma medida desnecessária e infeliz, de alguém que, se fosse elegante, deixaria para que se resolvesse “interna corporis”, ou seja, é algo que deveria ficar entre os conselheiros, que não deveria ser exposto, até para se preservar a imagem do Tribunal de Contas, que é muito maior que qualquer um deles. Mas Clóvis parece sentir necessidade de aparecer, ele demonstra gostar da confusão, da “farofada”. Seja lá por qual motivo, o magistrado quer ter seu nome em evidência e o pior: sempre depreciando os colegas. Pelo visto o “Trump sergipano” vai se isolando cada vez mais…

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